Home
NOTÍCIAS
CONCEITO "A" DA UFRGS
Publicações Infantis
Livros de Contos
Brum's Make Money
ENQUETE E VIAGENS
PASSATEMPO
CONTOS E CRÍTICA
ESCRITORES CONVIDADOS
VIAGENS PELO MUNDO
Currículo
Contato
Livro de visitas/Fórum
HISTÓRIAS PARTENON
O BLOG DO BRUM
 


Carlos Alberto Pessoa de Brum é Mestrado em Odontologia Preventiva pela UFRGS e defende com paixão a Odontologia Para a Saúde. Pessoa de Brum é também arrebatado pelas viagens pelo Globo e pelos temas Financeiros Individuais. Juntamente com Carlos Augusto, seu filho, é proprietário da BR1 Editores Ltda. Além de Editor e Escritor realiza Palestras sobre Educação Financeira. Para ele, só será pobre quem quiser!




 Chegamos. Nem houve o inseto no chip. Lembram do “bug do milênio”? Já se passaram dez anos. Neste espaço de tempo descobrimos – estarrecidos – que cuecas eram carteiras de dinheiro. Ouvimos muito na televisão a frase “nada a declarar senhor presidente”. E o que aconteceu? Ouvimos tiros cariocas e gaúchos de balas perdidas. E o que aconteceu? Gaúcho que era honesto virou pilantra careca como aquele mineiro do mensalão. Muitos fomos assaltados, agredidos, roubados, seqüestrados e surrupiados. E o que aconteceu? O tal de fator previdenciário foi aprovado para se transformar em bandeira eleitoral, pelo mesmo que o aprovou. E o que aconteceu? O que mais cresceu no País foram os empregos públicos federais. As Prefeituras mínguam, sem dinheiro. Criança continua sem poder trabalhar, como se isso fosse crime. A professora que ralhou com o aluno porco pichador foi condenada. Um notório criminoso italiano condenado fica dando risada de nós. Não existe nenhuma instituição brasileira que se possa confiar. Vivem te telefonando e mandando e-mails que te tiram tempo, paciência e querem teu dinheiro. Os “call-centers” são piadas equizofrênicas. Os feriadões são batalhas no Iraque, com carros bomba matando brasileiros. Não existe mais estrada esburacada. Existe buraco que foi estrada. Os azuiszinhos só aparecem na torcida do Grêmio ou para multar, porque o trânsito é cada vez mais caótico. Planejamento. O que é isto, companheiro? A peste que vinha eugenizar o mundo foi um fracasso. O Armagedon que a eleição do Obama prometia foi prô brejo. O holocausto judeu existiu sim, mas também o alemão em Dresden e na Palestina ocupada. E daí, aconteceu alguma coisa?  Os bancos querem mais te cobrar taxas, juros e juros. Os remédios que são encontrados, porque alguns faltam no mercado, custam os olhos da cara e podem vir do Paraguai. A Microsoft lançou mais um Windows. Vai se bater com os outros, como o lixo espacial. A América Latina continua com golpes políticos, vejam o nosso Senado, os ministros, os deputados. Agora tem eleição. Depois, re-eleição. Irás escolher? Puro engano, meu amigo, já escolheram por ti na tal “convenção do partido”. E voto continua sendo obrigatório. E aguente conchavos, acertos indignos e distribuição de carguinhos prá cá, carguinhos prá lá. Pagos com o nosso dinheiro, é claro! Tá tudo igual como em 1999. E o “bug”? Não seria melhor que ele tivesse acontecido? 

 
Carlos Alberto Pessoa de Brum

Finais e inícios de 2009-2010

 



A natureza é sábia? Mesmo com o pouco tempo que nós humanos vivemos neste universo, onde milhões de anos são minutos, já deu para saber. A natureza é muito sábia. Ela responde como ela quer, seguindo parâmetros antecipadamente decifráveis. Ela não engana ninguém. Lembra do “pão, pão; queijo, queijo” ou do Código de Hamurabi: “olho por olho, dente por dente”? A natureza além da sapiência segue estes princípios do 2+2. São quatro sempre. Não existe o meio-meio assim ou quase-quase assado. Engana-se quem quer.

Fomos proprietários durante 20 anos de uma casa à beira do Guaíba em Belém Novo. Tivemos que vendê-la depois de 19 arrombamentos e gatunagem geral. Entregamos chorosos aquele paradisíaco local pela falência em resistir aos piratas brasileiros do caribe fluvial de Porto Alegre.

Porém, antes do final melancólico, nos tornamos, por um bom tempo, jardineiros do  paraíso. Somente na prática é que a gente aprende. Foi nesse exercício de corta-limpa-planta-recolhe, que todo bom cuidador de jardins tem que realizar, que descobri o indiscutível: A natureza faz o que quer e o que bem entende.

Não adianta nem mesmo bombas de Napalm, de bombardeios de agentes químicos, porque o que é dela, é dela e ponto final. Olhem o Vietname  de agora, depois da guerra: tudo está verde.

Ela faz crescer de novo, retoma o que lhe foi retirado, troca, treme, explode, expande. Do planeta é ela a verdadeira proprietária. Mas com tanto poder assim ela até poderia ser ditatorial ou usurpadora. Mas não, a natureza é equilibrada o que aumenta sua sabedoria.

Machu-Pichu, no altiplano andino, foi abandonada pelos seus moradores e quem a cobriu de verde? Ela, a verdejante natureza. A retomada foi tão extensa e profunda, que nativos circulavam entre as árvores que cresceram nas paredes e caminhos de pedra da antiga cidade inca, sem desconfiarem que edifícios, ruas e muito conhecimento estavam escondidos embaixo do verde.

E essa história da retomada e do re-equilíbrio está espalhada pelo mundo, escondendo enormes pirâmides e cidades inteiras ainda não desvendadas.

No início deste segundo trimestre de 2009, surge uma mutação genética de um vírus de influenza apelidada de “gripe suína”, que começa a apavorar os humanos. Seria uma intervenção da  natureza para equilibrar – como já ocorreu em outros momentos de nossa história – a explosão demográfica? Ou seria um dos “Cavaleiros do Apocalipse”? Acredito, se tenho que escolher entre uma dessas duas proposições, na primeira: É ela, a mãe natureza que vem mostrar quem manda no planeta azul, como disse o russo Gagarin. Limpeza? Aprimoramento eugênico? Somente os fortes resistirão? Com qual sentido ocorre uma pandemia, sob o visor matriarcal da natureza? O que mesmo nós, humanos somos sob seus olhares?    Quem sobreviver, verá.

 
Carlos Alberto Pessoa de Brum    
Maio de 2009.



Estamos no célebre mês do “acerto” com o Leão. O prazo derradeiro é “até 30 de abril”, impõe a Receita Federal. E ai de nós se desobedecermos! Virão multas, prisões... Como estamos ainda desfrutando do “livre pensar”, não será crime registrar gentes e episódios que questionaram pelo mundo a fora, em regiões diferentes e em outros momentos, o tributo estatal.

Foi também em um mês de abril no final do século XVII que em Minas Gerais, um grupo de brasileiros levantou-se contra Portugal, repudiando mais um imposto chamado de Derrama. Chega! Parem de nos extorquir mais e mais dinheiro! Deu no que deu: venceu quem possuía mais força bélica e a vingança foi cruel. Lembram de Tiradentes?

Em 1848, nos Estados Unidos da América, Henry David Thoreau rebelou-se contra o Governo do País, que além de escravagista, invadira o México para anexar os estados do Texas, Califórnia e o Novo México e aumentava os impostos da população norte-americana. Thoreau escreveu um libelo contra tudo isso, chamado de “A Desobediência Civil”. Deixou de pagar impostos! É um texto recheado de idéias próprias, individualistas, que seriam muito bem vindas nos tempos hipermodernos em que vivemos.

É claro que  Thoreau foi perseguido, preso e levado a muitas condenações. A desobediência ao poder, o desafio à lei, segundo suas palavras, terá como resultado final a solidão e o desprezo pela propriedade.

Sentenciou Thoreau: “Temos que viver sozinhos, só conosco, dependermos apenas de nós, estarmos sempre prontos para começar de novo, não termos muito de nosso.”  

No Brasil atual, nós da planície, inúmeras vezes nos sentimos assim. Apesar da altíssima carga do fisco imposto pelo “poder”, pouca coisa reflete em nosso favor, em nosso bem estar. Constatamos contínuos déficits de eficiência pública que nos desanima. Vivemos em casas que viraram prisões, cheias de grades, pela incapacidade do “poder” em nos dar segurança. Explodem escândalos de corrupção no centro dos poderes da República e pouco, ou nada, acontece.

E pergunto: O que fazer? Existe alguém neste Brasil do século XXI com um projeto de estadista? Alguém que apresentasse ao povo um projeto para os próximos 100,150 anos? Nada. Só imediatismos. O que é dito hoje, não se confirma na semana próxima. É um desmazelo.

E os poderosos do dia, com chapéu adquirido com o nosso dinheiro vivem a cortejar o não confiável e a esbanjar com os cartões de crédito corporativos. E o povo?

Bem, o povo é mesmo cabeção!

O prazo final é 30 de abril. Pagaremos, sim, seguindo as atuais regras do fisco. Mas será que concordamos? Um silêncio amedrontado e cheio de revolta paira em nossos cérebros.

 Carlos Alberto Pessoa de Brum
Abril de 2009.


 Chega de hipocrisia! Respiramos uma frágil democracia mantida, não pela oposição chicanista e que acata as Medidas Provisórias cada vez mais freqüentes, mas pela Internet. Caso contrário estaríamos novamente noutra ditadura, agora de esquerda. Com todas as suas charnecas de autoritarismo, prisões dos que não rezam pela cartilha do partido, torturas e censura total à opinião. Felizmente possuímos a Internet que é incompatível com corrupção, ditaduras e discursos para idiotas e marolinhas. Nada se esconde nesse espaço virtual.

Nela, a liberdade é total. A censura fica sendo a tua censura – não clicando naquilo que não aceitas, o que é uma enorme liberdade - e não a vontade de um burocrata de cartão corporativo. Isso é muito bom. Podemos discutir o Darwinismo, o aborto, a invenção das divindades, a pedofilia, a insegurança, a crise econômica, com cada cabeça pensando e escrevendo o que pensa. Lindos tempos! Livres tempos!

Vamos filosofar barato? O nosso corpo é nosso?

Bem, pensando seriamente, a resposta é não. Não pedimos para nascer e enfrentar este mundo que chega fácil, fácil a ser dividido entre 70% de dor e infelicidades gerais e 30% de prazer e alegrias. A escolha inicial é de nossos pais, que por um segundo de prazer, nos criam – sem nos perguntar - para que enfrentemos o que todos sabem: esta vida que conhecemos. Leiam os jornais, vejam as televisões, andem nas ruas... Que vidinha boa, não é mesmo? O primeiro afago que recebemos são palmadas nas nádegas, para chorar!

Mas, graças à natureza, tudo isso tem um fim, na morte. E nos deixam morrer? A outra resposta chocante é outro não! A medicina, as religiões e afins inventaram uma ética muito discutível sobre o dever profissional, esquecendo o direito do paciente. As Religiões, para manter seus poderes obscuros da fé, pela fé, também retiram este direito humano: o de morrer.

Mas podemos mudar este final definitivamente, instituindo, com total liberdade, a eutanásia – último direito do ser humano, seja ela apelidada como quiserem, mas dando o direito a pacientes terminais a oportunidade de dizerem: “Para mim chega!”

Recentemente na Itália, nas barbas do Vaticano, Eluana, uma jovem que já se submeteu a centenas de terapias – e é claro que muitas delas agressivas, para não dizer torturantes – recebe das Instituições Governamentais o seu derradeiro e grande direito, o de morrer em paz.

Saudemos isto como um passo enorme para humanidade que discute as éticas e os dogmas de fé. Salve a Internet que propicia ampla discussão e propaga a conquista.

A morte de Eluana é o início desta grande revolução comportamental em favor da eutanásia. Enfim poderemos escolher alguma coisa nesta vida: morrer sem ser cobaia.

Lindos tempos! Livres tempos!  

Carlos Aberto Pessoa de Brum
Março de 2009.



Não sei de que maneira chegaram aos meus ouvidos as previsões para 2009. Talvez tenham vindo através das Profecias de Nostradamus, ou das epístolas de Mãe Diná, ou ainda na incorporação espiritual da Dona Mariquinhas de quem eu fui paciente, na minha infância, de seus passes de preta-velha.

O que importa é que as coisas estão combinando. Disse a premonição que:

“Quando o maior e mais poderoso Império do Planeta for comandado por um homem negro, o conflito do Armagedon já estará iniciado na Terra Santa. Um outro antigo império à leste (Pérsia) detonará o grande e final conflito, liberando os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. A terra onde três grandes religiões iniciaram o mundo, será o sepulcro deste mesmo mundo.”

Bem, acreditando ou não, coincidências são registradas. Barak Obama, negro, assume o comando do maior e mais poderoso Império do Planeta, que são os Estados Unidos. Quarenta dias antes que isso ocorra, Israel ataca a Faixa de Gaza Palestina com força bélica desproporcional, seguindo o mesmo número de dias como a “quarentena bíblica” respeitosa que antecede a Páscoa Cristã. Nestes poucos quilômetros de terreno, três grandes religiões se formaram e influenciam o comportamento humano até hoje: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Ao leste, o Irã (antiga Pérsia) vem ameaçando Israel sistematicamente de destruição. Os Estados Unidos acusam o Irã de construir bombas atômicas...

O pano de fundo deste desenlace está no palco. O Armagedon destrói a história humana. Muitas coincidências e poucos acasos. Dá para confirmar que esta previsões estão muito certas. Mas quem serão os Quatro Cavaleiros do Apocalipse?

Desconfio que já descobri dois. Um deles é a crise econômica mundial que arrastará ao desespero muitos paises e gentes. Outro é a resposta vingativa da natureza aos maus-tratos que vem sofrendo a tempo, nos presenteando com maremotos, furacões, enxurradas, aumento do nível dos oceanos...

Entretanto faltam ainda dois. O terceiro Cavaleiro do Apocalipse eu realmente ainda não o encontrei, contudo desconfio quem seja.. Mas o quarto e último sim, eu o observo atento.

Tenho quase certeza absoluta que é esta reforma ortográfica do idioma português.
Mais uma agressão obtusa e burra à última flor do Lácio, região onde florescia o latim Romano.

E o “sepulcro do mundo”?

Se você acredita nisso tudo, isso tudo ocorrerá. E, se ocorrer, sepultamento para quê?

 Carlos Alberto Pessoa de Brum

Janeiro de 2009



A literalidade tem como significado o exato sentido da expressão, da palavra ou do pensamento. Ser literal é seguir passo à passo. Numericamente  significa que depois do 1, vem o 2. Depois do 2, vem o 3. E assim por diante. Gosto de dar como exemplo de literalidade, a forma como nossos irmãos portugueses raciocinam, ao processarem as palavras emitidas ou fatos observados. Para nós, viram piadas, mas são claros exemplos do “ao pé da letra”.

Quando aluguei um carro em Lisboa, perguntei ao rapaz que me atendia qual o melhor trajeto para que eu chegasse à Espanha. Ele me disse:  “Qualquer um. Ou chegas no mar ou chegas na Espanha.” É claro, Portugal só tem essas duas fronteiras.

Outra literalidade lisboeta: 

Numa banca de revistas, me interessei por alguma publicação. Era sexta-feira e eu não possuía os euros necessários. Perguntei: Amanhã, sábado a banca fecha? Respondeu-me o português: “Não, não fechamos.” No sábado fui com o dinheiro suficiente para comprar o livro, mas a banca estava fechada, sem ninguém. Ora, fiquei furioso. Na segunda-feira voltei e reclamei: Como é que é? Eu lhe perguntei se a banca fechava no sábado e o senhor me disse que não fechava. O português literal: “É claro que não fechamos! Pois sábado não abrimos!” Risos? Boa piada! Não gente, não é piada. É ser literal. Eu havia perguntado se o 2 vinha antes do 1.

Os finais de ano, com suas comemorações, são todas literais, mas ainda não descobrimos isso. Douramos tudo com muita fantasia, colocando o 2 antes do 1. Muitos se excedem, esticando a corda do comportamento e extrapolam em tudo: na emoção criada pela mídia; na memória que deveria ser boa, mas se torna cruel; na esperança sonhadora que foge da realidade; na comida, comendo o que não devem; na bebida, bebendo o que não podem; nas compras, comprando o que não precisam; na velocidade, correndo com suas máquinas em estradas perigosas e assassinas; nos fogos de artifício, explodindo pólvora nos céus ou nos dedos e face; nos gastos com o dinheiro que não possuem, fazendo empréstimos loucos... E tem muito mais exemplos que se perdem da vista.

Querem ver o que é botar o 2 antes do 1? Ouçam o silencio dos dias 25 de dezembro e 1º.  de  janeiro. São os corpos quietos dos sobreviventes que roncam com enormes dores de cabeça, dores no estômago e dores no bolso. Mas há reboliço nos hospitais, onde aqueles não literais esticaram a corda em demasia e a romperam. Lá, existem lágrimas e dores. A vida? Bem, a vida continua, pois ela é em 2009, tão literal como 2008...

Carlos Alberto Pessoa de Brum

 Dezembro de 2008.


 
Top