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Nasceu em Porto Alegre, no dia 14/2/1987. Filho de Ana Maria e Carlos Alberto Pessoa de Brum. No ano de 1990 iniciou sua vida estudantil no Instituto Cultural, depois de retornar de uma viagem aos Estados Unidos onde decidiu que não poderia regressar sem conseguir se comunicar  com o Mickey. Saiu do Cultural em 2004 para servir ao Exército Brasileiro, no CPOR. Em 1992, ingressou no Colégio Farroupilha, no Jardim, concluindo o Ensino Médio em 2004, sendo o Orador de sua turma. Seu discurso está emoldurado junto de sua foto no Memorial do Colégio Farroupilha, o único honrado nos 120 anos de existência da escola. Aos 13 anos já havia dado uma volta ao mundo, assunto que virou reportagem no Caderno Viagem da Zero Hora. Costuma viajar pelo menos, duas vezes ao ano para o exterior, conhecendo hoje mais de 60 países. No ano de 2003, criou na Junior Achievement junto com os colegas a Empresa Mão na Massa, fabricante dos biscoitos Fortes Emoções, onde era o Diretor de Marketing. Recebeu o troféu de Melhor Vendedor e seu relatório foi escolhido como o melhor do Estado do Rio Grande do Sul. No Esporte foi pioneiro, criando o primeiro time de Futebol Americano de Porto Alegre, o “Porto Alegre Pumpkins”, onde é técnico e jogador.

Em 2004, aos 17 anos, resolveu ser escritor e, com espírito empreendedor, criou a Br1 Editores. Lançou seu primeiro livro de contos “Tentações, Dardos & Fardos”, em 2004, com apresentação do escritor Luís Antônio de Assis Brasil, iniciando sua participação na Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2005, outro livro de contos, “Recortes Humanos, Silhuetas”, com apresentação da escritora Letícia Wierzchowski. Ainda em 2005, ilustrou o livro de educação financeira para crianças, “O Lucro de Gusmol”, escrito por seu pai. Em 2006, iniciou sua carreira na literatura infantil, escrevendo e ilustrando “Cadu E Os Antigos Segredos Do Colégio”, uma história homenageando os 120 anos de sua escola. Em 2007, lançou a continuação das aventuras de Cadu, em “Cadu Nas Areias Do Deserto” e também lançou seu terceiro livro de contos, “Um Céu Tão Estrelado Quanto Esse”, apresentado pelo escritor Moacyr Scliar. Em 2008 lançou mais livros infantis: “Cadu Na Terra Do Sol Nascente”, que conta sua viagem ao Japão, lançado no jantar da Nikkei-RS em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa; “Cadu And the Animals”, que ensina inglês; e ilustrou “Bela, A Menina Que Queria Ser Princesa” de Jessica Gustafson Costa.

Em 2005, ingressou no Curso de Filosofia da UFRGS, onde hoje cursa o 8º semestre. Em 2006, iniciou uma nova experiência: ser professor. Atua como professor-auxiliar no Curso de Empreendedorismo Liderança para o Futuro, atividade extra-currícular no Colégio Farroupilha. Em março de 2008 tornou-se professor de inglês no Brasas English Course, vinculado ao STB, onde é conhecido como “Teacher Charlie”.

Desde que lançou seu primeiro livro costuma fazer palestras em inglês e português, oficinas de desenho e horas do conto em escolas, além de dar inúmeras entrevistas em rádios, televisões e jornais. Possui um blog no Kzuka da RBS em www.kzuka.com.br/carlosaugustobrum

Ministrou as aulas-inaugurais do Ensino Fundamental e Médio, no Colégio Mª Auxiliadora de Canoas, onde também participou como palestrante e autor convidado da Semana da Arte e Literatura. Esteve também na Feira do Livro do Colégio Rainha do Brasil; Colégio Nª Srª do Brasil; Colégio Kennedy; Colégio São Luís; Colégio Piratini; Colégio Marista Rosário; Colégio Dom Hermeto da Cidade de 3 De Maio; Instituição Evangélica de Novo Hamburgo; Colégio Santa Inês; Pan American School; Escola Infantil Yellow Kids e Colégio Farroupilha. Foi autor convidado nos seguintes eventos: 1ª Feira do Livro Infantil no Jardim Botânico a convite do SECRASO; debate de Jovens Escritores na Casa do Pensamento na Feira do Livro de Porto Alegre; “Conversações Internacionais” a convite da Secretaria Municipal de Educação de POA em 2007 e 2008; V Encontro com o Japão no Instituto de Letras da UFRGS; festividades do Centenário da Imigração Japonesa promovidas pela Nikkei-RS e pela Enkyo.


 Iniciou sua vida escolar aos três anos na escolinha Barquinho da Alegria, onde se especializou em brincar de sucata e de participar da hora do conto. Nos teatros de fim de ano, era a primeira a se candidatar ao papel da bruxa, pois adorava imitar a risada alta e aguda que toda bruxa que se preze sabe dar. Ao entrar na primeira série da Caravela da Alegria (o Barquinho dos grandões), já sabia ler e escrever. Sempre gostou dos livros e vivia com um embaixo do braço, sendo seu preferido “Linéia no Jardim de Monet”. Sua primeira viagem com a escola foi neste mesmo ano, quando a turma foi para Rio Grande passar um final de semana. O trajeto lhe pareceu tão longo e demorado que parecia ter deixado sua mãe do outro lado do mundo - carregava então um bichinho de pelúcia, do tamanho da palma de sua mão, como amuleto da sorte: era a primeira grande aventura de sua vida!

Na terceira série do Ensino Fundamental entrou no Colégio Santa Inês com o mesmo frio na barriga da sua primeira aventura – era esta a segunda, com tanta gente nova e diferente. Mas logo fez novas e duradouras amizades, que persistem até hoje. Sempre gostou das matérias de Português, Literatura e História da Arte, mas detestava apenas a aula de Educação Física, onde preferia ficar nos cantos da quadra conversando com alguma amiga. Seu professor até lhe apelidou de política, pois, onde a Jessica estava, sempre tinha uma roda de pessoas para lhe ouvir falar. No 1° ano do Ensino Médio, participou dos Parceiros Voluntários com o colégio e também se candidatou a presidente do Grêmio Estudantil, no fim sem obter vitória. Era conhecida pelos colegas e professores por suas redações, que fazia tão rápido e de cabeça baixa que começou a acreditar: “tenho jeito pra coisa!” Nesse período já tinha decidido que queria prestar vestibular para jornalismo na PUCRS e assim fez. Em 2006 iniciou a faculdade e hoje está no 6° semestre, já trabalhou no Clipping do Palácio Piratini por um ano, e mais outro ano na PUCRS Virtual, editando vídeos de aulas à distância. Faz Inglês no WIZARD. Também participou do curso de produção de vídeos da Inmovimento, com a criação do curta “ O Segredo do Goró”. Tinha um blog no Blogspot e há alguns meses foi convidada pela Editora Abril a escrever em um blog VIP no seu site, em: http://blogs.abril.com.br/poesiaelenco .

Na metade deste ano lançou seu primeiro livro: “Bela a Menina que Queria ser Princesa”, com ilustração de Carlos Augusto Pessoa de Brum. A história fala sobre uma menina sonhadora que adorava se vestir de princesa e viver as histórias encantadas dos livros infantis, assim se apaixonando pelos palcos e pela atuação. Qualquer semelhança da Jessica com a menina Bela é mera coincidência – ou talvez não.



NADA SOU

Carlos Augusto Pessoa de Brum

Eu desço correndo da montanha, chego à planície e então me prontifico a tocar o céu, pegando uma estrela e colocando em meu bolso. Quando caio na terra de novo, varro a poeira dos mortais, ignoro os amores e os sonhos. Sou apenas eu mesmo, como ninguém mais poderia tentar ou ousar ser. Escuto gritos de espanto e admiração, conforme passo em frenético zigue-zague pelo meio dos homens e mulheres, que chamam seus filhos para me ver, perpetuando meu mito, tornando-me lenda viva. Fabulosamente, por ser fábula e ser fabuloso, recuso-me a morrer, porém, o faço de teimoso, levantando-me e causando mais alvoroço.Esqueço quem sou, pois já não me importo. Tento lembrar-me se já fui, mas não consigo. Imagino se quero ser, mas já ignoro a proposta e sou jogado em mais um turbilhão de acontecimentos. Sou dinâmico como o vento, imutável como a terra, teimoso como a montanha e inconstante como o morto. Já não sei mais se tudo eu sou, ou se nada eu sei. Alguém sabe que sou o que ninguém jamais será. Já não me lembro como era viver em somente um lugar, amar uma pessoa só, rir de uma comédia apenas. Isso foi há tempos, agora sou metamorfose, sou sublimação, sou grifo, sou ilusão. Sou tanto, que deixo de ser, por exaustão.Após muito regurgitar minhas glórias, eu caio pela noite. Antes de descansar, escuto o vento passar pelos meus cabelos. Envergonho-me e me cubro, sabendo que minto, ao ser muito, por que nada sou.


 
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