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Eram mais ou menos 18h. Ali começaria o "tranquilo" passeio de dromedários pelo deserto do Saara, na Tunísia. Iniciava-se naquela hora porque o sol estava um pouquinho menos escaldante. Carlos Augusto escolheu o animal e segurou-se firme na sela do bicho. Tudo era muito diferente. Primeiro, o camelo se ajoelhava, para que o humano pudesse subir na sela, tamanha era sua altura. De pé, um camelo ou dromedário tem quase 2m de altura, das patas às corcovas.

 Mas o grupo de três brasileiros e uns doze espanhóis, orientados por beduínos adentraram o Saara. Tudo parecia estar muito divertido. Porém.... Derrepente, lá no fundo do horizonte surge uma linha cinza-escura. O guia de Carlos Augusto, um menino que estava de férias da escola e que falava - como todo tunisiano - francês, gritou: Le veau! O vento! Mal deu para virarmos os rostos em direção a linha cinza-escura e o sol desapareceu. Uma ventania rodopeava Carlos Augusto e seus companheiros. Os Camelos, dromedários e  humanos ficaram estonteados. Nada mais se enxergava. Era uma terrível tempestade de areia!  O passeio forçou-se a parar,

Carlos Augusto desceu de seu dromedário. Os guias ajoelharam os bichos e a gente se protegia do vento e da areia se enconstando no lombo do animal. Mal o vento diminui, e a areia parecia cessar, eis que ocorre um enorme temporal. Raios, trovoadas, pingões de chuva... Os animais, não acostumados com aquilo, elouqueceram. Mas Carlos Augusto e sua turma haviam elouquecido antes, pois haviam montados nos animais!

Bem, aconteceu o que ninguém esperava. Era Camelo pulando, dando coice, gritando, correndo, corcoveando, atirando gente longe, um caos. Carlos Augusto, seguro na sela, foi um dos únicos que não caiu. Depois desta aventura, tenebrosos pela integridade dos corpos, a turma ocidental resolveu fazer o que ninguém poderia esperar. Desceram dos animais e foram puxando, passo-a-passo pela areia úmida, pois a chuvarada foi muito rápida, até o Oásis mais perto.

Carlos Augusto conta esta aventura em um de seus livros infantís: "CADU NAS AREIAS DO DESERTO". Cartago a cidade poderosa que crescia mais que Roma ficava na Tunísia. As três guerras púnicas entre Cartago e Roma, foram responsáveis pelo desabrochar do poderio imperial de Roma. Carlos Augusto conta um episódio ficcional sobre Aníbal de Cartago e Cipião de Roma, introduzindo o jovem leitor à história Universal que mudaria Roma e a nossa própria história. Localiza também, geográficamente, as duas cidades. E produz jogos interativos para diversão utilizando os temas do livro.




Carlos Augusto, o nosso CADU, quando iniciava a peregrinação pelo Saara. Nem imaginava o que aconteceria. Notem a cor do céu, sem nenhuma nuvem. Está tudo azul. Mas por pouco tempo! Até chegar "le veau"...



A natureza nos brindou com um espetáculo inacreditável. Estávamos, juntamente com Carlos Augusto em Flagstaff, que é uma pequena cidade muito antiga, que fica à beira de dois baluartes do farwest: a rede de trens e a famosa Route 66. Quando fomos dormir, fomos bem tranquilos, tudo calmo e seguro, apesar de estacionarmos o nosso carro no estacionamento do hotel Howard Johnson, que não possuía cobertura, o resto estava realmente bem. Pela manhã, o Carlos Augusto comandou uma "guerra" de bolas de neve que foi respondida à altura do ataque! 

Dormimos todos bem quentinhos. Mas e lá fora? O que estava ocorrendo?  Silenciosamente uma nevasca calma, sem vento, pintava toda Flagstaff e arredores de branco muito branco. Depois do susto ao olhar pela janela, pois dava a impressão que o carro tinha mudado de cor, ou teria desaparecido, mas abduzido foi a opção vencedora pois alguns quilômetros dali esta a tal da zona 51, Ets, e essas coisas estranhas...

Um café bem quentinho, umas bolachinhas ou rosquinhas e descemos para enfrentar o carro mimetista. E pequenos entraves começaram a surgir: Como abrir o carro? Como ligar o carro? Como retirar o gelo do pára-brisa que impedia de dirigir? Rodar como? Devagar? Precisava colocar correntes nos pneus?

Bem, fomos quebrando os desafios com paciência. O Carlos Augusto, em um posto de gasolina que ficava na frente do hotel, começou a derreter o gelo do vidro com uma espátula e apareceu até água em estado líquido que nem sei de onde veio.

O motor, que ligou de primeira, esquentava o capô e derretia o gelo. E, com muito cuidado, à baixa velocidade – mais ou menos 30km/h  nosso rumo foi o Rio Colorado, o Grand Canyon! Uma viagem por uma estrada cheia de pinheiros todos repletos de neve. Mas o piso do asfalto era puro gelo. A ordem era devagar e sempre!

Quando chegamos ao Parque Nacional do Grand Canyon, após as formalidades de acesso, começamos a receber presentes! Presentes da natureza. O dia ficou claro, sem nenhuma nuvem no céu e as rochas do canyon, cobertas de neve era um espetáculo inesquecível. Nas viagens que Carlos Augusto faz pelo mundo, pois já pisou em mais de 60 países, sempre existirão momentos inenarráveis, mas esta visita ao Grand Canyon, possivelmente estará entre as primeiras colocações.             DICAS: Leve protetores de sol, pois mais "agradável" que o tempo esteja, como foi este dia narrado, o efeito "espelho" da neve queima, literalmente, o rosto que é o que apenas se deixa a descoberto. Lembre do frio. OUTRA: o riozinho lá embaixo é o Colorado. Para Las Vegas, o Governo construiu grande obra de engenharia:  Hoover Damm. Vale um passeio até lá, quando estiver indo para o deserto, para Las Vegas! Money?     

    




 
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